Wellington Santos de Melo foi condenado a 34 anos e dois meses de prisão, em regime fechado, pelos assassinatos de Joel Pereira da Silva e Riquelme Souza Félix, ocorridos em abril de 2022. Ele não terá o direito de recorrer em liberdade.
O julgamento, realizado em Tapurah, ocorreu na última quarta-feira (21) e condenou o réu por homicídio qualificado, corrupção de adolescentes e ocultação de cadáver.
Os corpos das vítimas foram encontrados no dia 7 de maio de 2022, já em avançado estado de decomposição, em uma região de mata entre a cidade de Tapurah e Itanhangá.
Eles haviam desaparecido em abril e foram encontrados decapitados e com os pés e mãos amarradas.As investigações revelaram que o crime foi motivado pelo fato de os assassinos acreditarem que as vítimas integravam uma facção criminosa rival.
Durante os trabalhos do Tribunal do Júri, o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues disse que as vítimas foram condenadas à morte por um “tribunal do crime” da facção criminosa.
Conforme o promotor, as vítimas foram “executadas com crueldade, mediante remoção das cabeças enquanto ainda estavam vivas”. Durante a investigação, policiais obtiveram um vídeo do momento das execuções, que ajudou a chegar aos autores dos assassinatos.
Conforme a denúncia do Ministério Público, Joel e Riquelme foram executados por motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. Os cadáveres, conforme o MP, ainda foram ocultados com ajuda de dois adolescentes, que também teriam participado do assassinato.
No dia 8 de março, outro denunciado pelos mesmos crimes será julgado pelo Tribunal do Júri.